4.8.06

The Great Switcheroo


No dia 1 de setembro será inaugurada no ZKM uma exposição de trabalhos de artistas brasileiros contemplados no Prêmio Sérgio Motta. Vários artistas - entre eles Gisele Beiguelman, Luiz Duva, Raquel Kogan, Kátia Maciel, Simone Michellin e Gilbertto Prado - terão seus trabalhos analisados pelas lentes européias. O evento é importante. Mostra como a cena nacional está forte. E aponta para possíveis caminhos do tipo switcheroo, já trilhados pelo Itaú Cultural. Aqui cabe a invocação de Niklas Luhmann. Digamos que a cena brasileira seja um sistema fechado, autofortificado e autocatalítico. Isso impediria a ação de "perturbações" do meio externo (a cena internacional)? A resposta, segundo o sociólogo alemão, é NÃO. Já que a realidade é construída pelo observador, então que seja construída junto com outros observadores.

3.8.06

Bzzzz


A partir do dia 17, começa aqui no Itaú Cultural a retrospectiva de 40 trabalhos em vídeo de Nam June Paik, que participou (nunca é demais lembrar) da exposição Cybernetic Serendipity com Robot K-456. O texto de Norman Bauman para a edição especial de Studio International é um dos melhores sobre Paik. Este volume precisa ser urgentemente reeditado...

2.8.06

Tempo e Espaço Circular


Nos próximos dias 11, 12 e 13 acontece no espaço expositivo de Emoção Art.ficial 3.0 - Interface Cibernética o espetáculo Continuum, de Roberto e Gustavo Ramos. A correlação com a exposição é explícita, já que a performance é desenvolvida dentro de um espaço circular. O título remete à física, o que já é espetacular por natureza. Um reencontro de ciência e arte, que nunca deveriam ter sido separadas ao nascer. (foto acima de Gustavo Ramos)
UPDATE (8/08): A revisão de texto tardou.

1.8.06

Pepitas da Internet

A época de ouro dos pôsteres de viagem. Como é bom fazer descobertas boas ao acaso no domínio da Internet!

31.7.06

Fantastika


Na terça-feira, 8 de agosto, no Bar Balcão (Rua Dr. Melo Alves, 150) será o lançamento do número especial da revista "Ficções" dedicado à ficção científica, com contos de Braulio Tavares ("A Propósito da Difração Quântica nas Regiões Periféricas da Consciência"), Simone Saueressig ("Um Dia Perfeito para um Piquenique"), Jorge Luiz Calife ("Mergulho nas Bahamas"), Gerson Lodi-Ribeiro ("Bárbaros nos Portões"), Roberto de Sousa Causo ("Brasa 2000"), Carlos Orsi Martinho ("O Colosso de Bering") e Fábio Fernandes ("Charlotte Sometimes"). Enquanto isso, no Film Society of Lincoln Center, em Nova York, acontece o From the Tsars to the Stars: A Journey Through Russian Fantastik Cinema, um festival de filmes russos de ficção científica (quando alguém aqui no Brasil vai ter essa idéia?).

UPDATE (11/08): Pedro Markun manda avisar que aconteceu um festival de desenhos animados russos no Sesc.

28.7.06

Dobras Matemáticas


Incrível. Ignorado pela mídia um dos eventos mais inusitados do momento. E é aqui no Brasil! Acontece nesse momento a Primeira Exposição Internacional de Tessellations, no Jardim Botânico de Brasília. Basicamente os artistas usam técnicas de origami em papel manteiga e dobradura poligonal na construção de padrões que avançam em ângulos retos e paralelos. Um dos artistas mais interessantes é Eric Gjerde, que tem um incrível set no Flickr. Jane Araújo representa o Brasil. Parabéns aos organizadores e participantes!

27.7.06

Análise Comparada


Um pequeno exercício de pareidolia no campo da arte: acima, Eden, de Jon McCormack; abaixo, Captain Freedom, de David Szafranski. Ok, isso não é bem uma pareidolia, mas...


UPDATE1 (28/07): Régine resenhou "Eden" em WMMNA, o melhor blog de arte e tecnologia do mundo!
UPDATE2 (1/08): Paul Prudence conversa com Szafranski. Teoria das conversações. É dada a fonte: Truchet.

26.7.06

Sangue Bom

Quem disse que todo videogame é shoot ‘em up’? The Endless Forest vai à contramão do gore. Ruth Catlow e Marc Garrett associam o jogo a um espaço para performances. Ainda na linha dos games, Justin Hall apresenta de forma hilária o seu Passively Multiplayer Online Game.

24.7.06

Morte de Neurônios

Usman Haque lamenta a perda de um de seus neurônios sônicos. O pessoal bateu forte na noite de abertura de Emoção Art.ficial 3.0. Marius Watz, autor da foto, tem outras no Flickr.

Ledo e Ivo


Otto Rössler escreve coisas esquisitas, como o paper "Intelligent Computerized Dolls as Companions in Old Age". Como não lembrar do projeto Starstruck, de Elaine Lee e M. Kaluta (imagem acima)? Por falar em cibernética, alguém se lembra daquele famoso manifesto de Jaron Lanier? Que trem de enganos! Primeiro ele confunde cibernética com IA; depois diz que a cibernética anula a subjetividade. Acho que ele nunca ouviu falar de Heinz... No fundo, ele usa a palavra como sinônimo de "informática/computação".

A Terceira Cultura


Nova revista sobre arte contemporânea... Vale conferir. Tomara que siga a lição de Bateson: criar novas hipóteses sobre induções históricas e científicas.

21.7.06

Lousa da Mente


Objeto = Universo - Observador. Trem cartesiano de questionamentos. Quem presenciou a palestra de Otto Rössler ontem virou um filósofo. Abaixo, evento legal na Pop.

20.7.06

Dr. Wires World


Dr. Wires, I presume? Esse projeto de Paul Pangaro é impagável. Seria a encarnação de Gordon Pask tomando de assalto o programa Beakman's World. Pangaro é um dos poucos especialistas em cibernética da face da Terra. Requer coragem mostrar um currículo com a palavra “ciberneticista” ao invés de “designer de inteligência artificial” ou mesmo “designer de web semântica”. Os ciberneticistas não têm a pretensão de responder perguntas. Eles as fazem. Pois sabem que apenas as questões que não podem ser decididas são as que podem ser decididas. Sutileza de uma mente de cristal: as questões que podem ser decididas já estão decididas de antemão. Pangaro fala amanhã e sábado no Simpósio Emoção Art.ficial - Interface Cibernética.

Pun

Coisas de Brandão...

19.7.06

Informação é Natureza


O trabalho de Paul Prudence (do obrigatório dataisnature) está causando espécie. Numa primeira análise, as formas do artista britânico lembram um "screen saver". Análise rasteira. A simulação do video feedback no VVVV produz a "interface de uma interface". Prova de que o giro cibernético está entranhado nas diversas formas modeladas pela Mãe Natureza.

18.7.06

Overture!


Hoje finalmente começa EA3.0! Marius Watz, fera da arte generativa, montou um incrível set no Flickr.

17.7.06


Uma das palestras do Simpósio Emoção Art.ficial 3.0 – Interface Cibernética será proferida por Jasia Reichardt, curadora da exposição “Cybernetic Serendipity” (ver o link do post abaixo), ocorrida em Londres, logo após o Summer of Love. O EA3.0 não é uma re-encenação; é uma homenagem.

EA3.0 em Progresso


O trabalho de Usman Haque é filosófico. Ou melhor, ontológico. Ontológico? Ainda não... Seria melhor dizer que Evolving Sonic Environment aplica o conceito de ontogênese (como as coisas se tornam o que são) por meio de uma sociedade de caixas de som especiais que emitem "tons de Tartini", uma freqüência que oscila entre 14KHz e 16KHz. Dizem que apenas crianças e animais conseguem distinguir "batimentos" dentro dessa faixa. Então, abençoai as feras e as crianças! Na foto, o psicólogo e co-autor Rob Davis ajusta o sistema de visualização de informações, para tornar visível o invisível, ou, como foi dito brincando: jogar poeira no vento. A intenção dos artistas é citar Gordon Pask que, durante os anos 60, criou peças de arte reagentes. “The Colloquy of Mobiles”, que foi mostrada na exposição Cybernetic Serendipity, é a peça de resistência do grande ciberneticista. Os próximos passos de Haque (em conjunto com Paul Pangaro) é simplesmente recriá-la, levando em consideração o atual contexto histórico.

A bateria de baterias dos "cãezinhos adestrados" de France Cadet.

Os autômatos celulares de McCormack se preparam para entrar em campo...


...enquanto Romy Achituv "recita" o poema "Te, Converso", de Evan Zimroth (traduzido por Marcus Bastos). Somos sinônimos / Para o quebra-galho / Da sintaxe, / E mesmo que vire nada: / É só papo.

15.7.06

Robôs Caninos e Imunoglobulinas

Heinz von Foerster: Os robôs podem operar como entidades que possuem autoconsciência?
Maturana: Sim, os robôs podem operar desta maneira se forem construídos apropriadamente e se tiverem uma história de interações apropriada. (Em "The origin and conservation of self-consciousness. Reflections on four questions by Heinz von Foerster". Maturana, H. (2005) para Kybernetes vol.34)


Uma extensão desse curioso diálogo acontecerá no próximo dia 21, na mesa "Seres Humanos, Reflexões e Máquinas", parte integrante do Simpósio Emoção Art.ficial 3.0 - Interface Cibernética. Na ocasião, Nelson Monteiro Vaz (discípulo do neurobiólogo chileno Humberto Maturana) e France Cadet (artista francesa que trabalha na borda de arte robótica) comentarão sobre uma possível linguagem unificada que descreva organismos vivos e máquinas auto-reguladoras.

10.7.06

Orange Chaos

Jose Luis Aragon, da Universidade do México, descobriu que alguns quadros de Van Gogh, como "Noite Estrelada" (1889)...

...retratam com precisão estruturas matemáticas da turbulência, tema caro aos cientistas do caos.

4.7.06

Valeu, Régine!

EA3.0 no WMMNA!

Inversão

Mark Jenkins ataca agora com...


...storkers vestidos. (Valeu, May Shida!)

Arte Bruta Também Ama

No dia 6 de julho será inaugurada em Montevidéu, Uruguai, a exposição Con Los Ojos Del Otro, fruto de uma parceria entre o Centro Cultural de España e o consulado da Espanha em São Paulo. Com a curadoria de Agnaldo Farias, a mostra pretende fazer um apanhado da arte contemporânea brasileira, inclusive mostrando alguns artistas que trabalham na borda da arte tecnológica.


Recentes reflexões nos tomaram de assalto. Nada a ver com a exposição uruguaia, mas com o estado da arte. As artes visuais estariam “vendidas”, assim como os fantasmas que rondam o maior espetáculo da FIFA? Panamarenkos e Panenkas, where are you? A pergunta não é uma provocação propriamente dita, mas a lamentação de uma possível perda de paixão. Em recente entrevista, o escritor de ficção científica Richard Calder cita um termo de sua autoria: "Outsider Art". A expressão é o sinônimo perfeito de "Art Brut", descrita pelo saudoso Jean Dubuffet como: (...) works created from solitude and from pure and authentic creative impulses - where the worries of competition, acclaim and social promotion do not interfere - are, because of these very facts, more precious than the productions of professions.


Pois então, apresentamos Henry Darger, o pintor e escritor que era faxineiro e criava, nas horas vagas, mundos que despertam estranhamentos e transportes para outras zonas. Em resumo, que transmitem uma verdade. Nem que seja a verdade dos contos de fadas.
UPDATE (10/07): e não é que o Zidane cobrou um pênalti a la Panenka na final da copa?

28.6.06

Processing di Voce

Zachary Lieberman, artista e professor da Parsons School of Design de Nova Iorque, vem pela primeira vez ao Brasil ministrar workshop sobre a linguagem de programação Processing. O evento acontece nos dias 15 e 16 de Agosto de 2006, no Centro das Ciências Exatas e Tecnologia, PUC, São Paulo.


Lieberman é co-autor de "Messa di Voce" (com Golan Levin) que será exposta na mostra Emoção Art.ficial 3.0 - Interface Cibernética.

25.6.06

David Lumière

Um screenshot do curta de 55 segundos que o diretor David Lynch realizou com...


...a câmera original dos irmãos Lumière!

22.6.06

Radical Choque

Na última edição da revista Wallpaper*, o editor convidou os arquitetos londrinos do escritório Make para desenharem projetos de um fictício hotel na encosta do Leblon.


A idéia é interessante, mas fica pálida perante as propostas radicais dos florentinos do Superstudio...

17.6.06

Façam Votos

A bienal de arte e tecnologia do Itaú Cultural aguarda seus votos...


...na agenda do Overmundo.

Lado B do B

O Yamaguchi Center for Arts and Media gentilmente nos enviou o CD de World B / Turn over your awarness to play the B-side, a última instalação do grupo EXONEMO.


O grupo é célebre por misturar novas e velhas mídias. Veja, por exemplo, SHI KA KU NO MU KO U, uma espécie de pincel digital para caligrafia japonesa. Tudo muito difuso. Excêntrico. Excessivo. Mágico. Não é possível para um ocidental captar a essência da proposta. Dá para saber apenas que o Japão está a eons na frente de todos em termos de arte tecnológica.

13.6.06

Tiger! Tiger!

Tyger é um filme de curta metragem (dirigido por Guilherme Marcondes e com roteiro de Andrezza Valentin) comissionado pela Cultura Inglesa.


Foi inspirado num poema de Blake. Tem a cadência de um videoclipe, pois se desenvolve sobre uma música da banda ZEROUM. Pegamos lá entre os comentários de Click opera, do imomus, o ersatz de Tintim.

12.6.06

Golaço!

Goal 2006! é um dos trabalhos de Web mais legais do momento. São dezenas de cards virtuais que ligam os países participantes da copa da FIFA com algumas curiosidades, que são adicionadas via RSS, SMS, fotos, etc.


Um workshop na Universidade de Stuttgart fecha o projeto. Você não acharia legal um complemento cultural do jogo Portugal e Angola, por exemplo? Este é um projeto aberto e qualquer um pode participar.

3.6.06

Invasão Escandinava

A incansável Régine Debatty, do sempre referencial we make money not art, está cobrindo a conferência C.STEM, na Itália. Looks like Italy is finally warming to art beyond Botticelli and Umberto Boccioni. Rsss.


O primeiro artista a opinar sobre arte gerativa é o norueguês Marius Watz. Atenção para esse nome, pois sua arte está em franca ascensão e logo poderá ser conferida no Brasil.

2.6.06

Túnel do Tempo

Tom Moody é figura emergente na cena da mídia arte...


...e esse é seu GIF animado do tamanho de uma sala, em apresentação no artMovingProjects, em Williamsburg (via NEWSgrist)

25.5.06

Revolução Simbólica

O Fórum Conexões Tecnológicas, organizado por Patricia Canetti, Priscila Arantes e Renata Motta, começa amanhã. Mas o formato inovador possibilitou um "warm-up" das discussões por meio de um sistema de discussão embutido no Canal Contemporâneo (ver o roteiro aqui). Um dos temas que têm gerado boas discussões é "Arte e netativismo", em função do recente caso PCC. Outra boa discussão é fruto do tema "Software livre e globalização contra-hegemônica".


Alguns apontamentos com relação aos dois temas: quanto ao primeiro, claro, o burburinho fica por conta do PCC. Entretanto, talvez valha à pena fugir um pouco do efeito "panico no galinheiro" (apud Demétrio Magnoli) e trazer à tona o recente desligamento do curador Chris Gilbert do ciclo Now-Time Venezuela: Media Along the Path of the Bolivarian Process, realizado em Berkeley Art Museum. A diretoria simplesmente censurou os textos de parede de Gilbert, que conclamava o público a se solidarizar com a revolução bolivariana, em curso na Venezuela. O último trabalho de Dario Azzellini e Oliver Ressler, sobre a co-gestão em cinco fábricas, quase ficou descontextualizado. Por quê o império não aceita algo que se diferencie do capitalismo agonizante e da democracia disfuncional? Há um embate simbólico no ar... Tente ver a produção, por exemplo, da Catia TVe, um canal comandado inteiramente pela periferia de Caracas. Quanto ao tema das hegemonias, citamos o grande antropólogo Marshall Sahlins: And surely it is a cruel post-modernist fate that requires the ethnographer to celebrate the counterhegemonic diversity of other people’s discourses — the famous polyphony or heteroglossia — while at the same time he or she is forced to confess that shis own scholarly voice is the stereotypic expression of a totalized system of power. It seems that imperialism is the last of the old-time cultural systems. Ours is the only culture that has escaped deconstruction by the changing of the avant garde, as it retains its essentialized and monolithic character as a system of domination. So anthropologists can do nothing but reproduce it. Advanced criticism thus becomes the last refuge of the idea that the individual is the tool of shis culture. Which also proves that those who are ignorant of their own functionalism are destined to repeat it — the second time as farce. (Waiting for Foucault, Still, 2002)

22.5.06

Strange Land

R. Luke DuBois e Bjoern Schuelke expõem na bitforms gallery, em Nova York, a partir do dia 25.


O mundo do segundo é composto por animais empalhados, naves espaciais, instrumentos científicos estranhos e robôs. Alguns desses materiais empregam fontes alternativas de energia, o que as fazem reverberar um forte grito de preocupação ambiental.

14.5.06

Terra de Gigantes

O que é miniatura...


...e o que não é?


A primeira é uma foto de Jaipur, tirada por Olivo Barbieri, em 1999. O fotógrafo, que saiu na última ARTFORUM, é especializado em ângulos que transformam uma paisagem real numa "verdade virtual". A segunda imagem é do trabalho "Urban Fiction", da artista chinesa Danwen Xing. Ela faz uma fusão entre maquetes de imobiliárias e imagens reais de sua pessoa em situações ficcionais.

12.5.06

Rosa Púrpura

O Institute of Contemporary Arts (ICA), em Londres, apresenta a exposição Body, Space and Cinema, de Scott Snibbe


Ele é um artista que, por meio de um programa de computador inteligente, explora a interação entre projeções cinemáticas e o corpo dos espectadores.

11.5.06

Meu Espaço

A Annick Bureaud é uma das organizadoras da conferência "Expanding the Space: Enlarging the Frontiers of the Earth", que acontece de três a seis de outubro em Valença, Espanha. Os debates são sobre a ligação entre arte e tecnologia, com ênfase nos trabalhos sobre o espaço sideral.


Alguns dos tópicos são: impacto cultural das missões espaciais, mudanças climáticas, micro gravidade e colonização espacial.

10.5.06

Meat from Dark Star

Conto interessante de Terry Bisson, "They're Made Out of Meat". Mas tem um quê de “intelligent design” (“crer que a complexidade da vida surgiu do nada é como achar um relógio no meio de uma mata virgem”).


Bônus: vídeo legalzinho do MERZ, "Postcard From a Dark Star".

8.5.06

Complexo de Simples

Sintomático o tema do Ars Electronica esse ano: Simplicity: the Art of Complexity. Devemos lembrar que a ciência da complexidade, surgida em The Santa Fe Institute, trouxe um elemento de humildade para a área da futurologia, até então comandada pelos esnobes de RAND e outros.

Realmente, vivemos na complexidade e devemos abaixar a bola de nossa soberba quando tentamos explicar o que acontece no teatro do mundo. Na foto, “Vegetable Weapon”, de Tsuyoshi Ozawa.

7.5.06

Vidro e Gelo

Phil Minton está no Brasil para se apresentar em concertos e ministrar workshops. Ele se tornou conhecido por explorar sons pouco convencionais no canto, como ruídos da boca, garganta, vocalises e assobios. Ele já desenvolveu trabalhos com John Zorn, Tom Cora, Alfred Harth entre outros.


Improviso para Vidro e Gelo acontece hoje, às 18 horas, no Ateliê_Laboratório (Rua Virgílio de Carvalho Pinto, 422, Pinheiros, São Paulo.

4.5.06

Natureza Virtual

A FAAP inaugura, no próximo dia 6, a exposição FaaPInova - Criatividade, Arte e Tecnologia, mais um evento de arte e tecnologia que assola a cidade de São Paulo.


A curadoria ficou ao cargo de Marcelo Tas e o artista de destaque é Zachary Simpson com a obra Mariposa (uma homenagem ao Text Rain, de Camille Utterback e Romy Achituv?).