16.6.07

Salvador or Bust!


No próximo dia 20, o Itaulab vai estar em Salvador, a convite do Goethe-Institut Salvador e da Universidade Federal da Bahia, para participar do ciclo de debates CIBERCULTURA REMIX – CULTURA LIVRE NO SÉCULO XXI. Será proferida uma palestra intitulada "As Duas Sementes de Dragão", cujo resumo é: Pensadores de povos localizados na periferia dos mercados globais substituíram o discurso da dominação colonialista pelo discurso de dominação cultural. Não mais o capitalismo procura por novas forças de produção e mercados emergentes situados nas bordas, mas por recipientes de caldos culturais imperativos. A perspectiva está lançada. Mas resta-nos acatar ou rejeitar a imposição? Ou haveria um tertium quid para o problema? O texto a seguir é calcado na premissa de que a chamada cultura hegemônica ocidental gerou dois singulares rebentos, ou melhor, duas sementes de dragão: a Internet...

...e a Antropologia.

7.6.07

Para a Sua Informação


Os leitores devem ter notado o sumiço da revista CIBERCULTURA do novo site do Itaú Cultural. Há uma explicação científica para tal ocorrido, fundamentada no espírito de época. No próximo dia 19, o Itaulab lança a nova Enciclopédia de Arte e Tecnologia que reúne dois produtos: o Panorama de Arte e Tecnologia do Itaú Cultural e o veículo oficial do Itaulab. A nova enciclopédia é, portanto, um produto híbrido, mas que oferece novas funções para a participação do público e a formação de redes sociais.

Desde o iluminismo, as enciclopédias vêem exercendo um papel crítico na formação cultural da humanidade. Com o advento da Web 2.0, começa a configurar-se a tendência para dotar as enciclopédias de um modelo estrutural capaz de conglomerar as informações e, de quebra, descentralizar a elaboração de conteúdos. Os novos modelos, exemplificados na hoje respeitada Wikipedia, visam criar um ambiente colaborativo e favorecer a flutuação infinita das leituras possíveis, quer irradiando e cruzando os temas por elas tratados, quer reforçando o trabalho de indexação. Poderíamos afirmar que a os enciclopedistas deram lugar aos "wikipedistas"?

No dia 19, na sala vermelha do Instituto, essa pergunta será respondida por Lúcia Leão (dispensa apresentações) e Luis Henrique Fagundes, um dos responsáveis pela plataforma TikiWiki, a base da qual foi construída a nova enciclopédia. A dupla vai participar do debate que marcará o ponto de partida dessa nova aventura. Que Diderot e d'Alembert nos abençoem!

2.6.07

Ultima Peraltice de Hirst?

Talvez seja a magnum opus de Damien Hirst... “For the Love of God” é um crânio humano incrustado de diamantes no valor de cem milhões de dólares. O queridinho dos YBA foi longe demais dessa vez? Ou é o encontro glorioso entre arqueologia e arte contemporânea?

20.5.07

O Monstro de Seul

O filme “O Predador”, que está em cartaz, é imperdível por diversos motivos. Em primeiro lugar, o diretor sul-coreano Bong Joon-ho foi chamado de “Gogol de Seul” pela revista Artforum de janeiro. O monstro do filme pode até lembrar um pouco o do “Alien, o Oitavo Passageiro”, mas tem em abundância características clássicas, menos para Gojira e mais para o trabalho de Ray Harryhausen. Terceiro, sublinha a narrativa principal um sofisticado discurso político contra a imposição de “culturas” e “sociologias”. Por fim: a direção de arte e a trilha sonora (a direção geral, em suma) são brilhantes.

15.5.07

Universos e Metaversos


Há certas observações que não querem calar sobre o Second Life, o universo massivo que virou hype absoluto. A falta de criatividade arquitetônica, por exemplo, é uma limitação do programa interno de construção, o builder, "um programa primitivo (...), que possui apenas formas volumétricas básicas, como cubos, prismas e cones", segundo o designer uruguaio Fernando Vasquez (LINK, 14/05). Deve ser por esse motivo que largas porções do SL estão se transformando em verdadeiras "cidades fantasmas". Isso já foi martelado, inclusive nesse blog. Há outras considerações, mais antropológicas, a serem analisadas. Não é incrível que um universo virtual, onde as regras da sociedade real estão a anos luz de distância, reflita – de forma ampliada, suspeita-se – as mesmas normas de convivência? É o caso do "efeito elevador", por exemplo. Não são muito bem vistas e recebidas aproximações um tanto quanto excessivas, contatos visuais incisivos ou mesmo toques corporais não solicitados. É muito ocidental esse tipo de comportamento. Eurocêntrico, diríamos. O antropólogo italiano Massimo Canevacci – que passou ontem pelo Itaulab e gentilmente nos forneceu um texto, para a honra de CIBERCULTURA – tem o projeto de realizar missões etnológicas dentro do SL. Ele pretende criar um avatar chamado Malinowski II para realizar tal tarefa. Nada mais apropriado, já que o famoso antropólogo polonês era um funcionalista, isto é, acreditava que a práxis determina a cultura, e não vice-versa. Não apenas isso: para o funcionalismo, todas as ações, práticas e comportamentos humanos são determinados por impulsos biológicos básicos, justificados por interesses puramente econômicos. A proposta de Canevacci é deveras interessante. O produto não se tornou amplamente comoditizado? Mas fazemos uma contraproposta: não seria melhor criar o avatar Sahlins II? Ou um Viveiros II? Eles, com certeza, inverteriam a lógica da cultura e da razão prática. Colocariam um pouco mais de humanidade e subjetividade no Second Life. Independente das questões arquitetônicas e antropológicas vale muito à pena prestar atenção para as decorrências deste universo (ou metaverso?). Em breve, um call for performances...

2.5.07

Espelho Seu

Um dos traumas da cultura ocidental são as apropriações de conceitos, idéias, etc. Uma imagem mental é algo que se pode cercear como uma propriedade física? Uma das soluções para esse problema é reinstalar a noção de sincronicidade para justificar as coincidências simbólicas que ocorrem em tempos e espaços diferentes.


O prólogo é para comentar sobre "A Invenção de Loren", peça da dramaturga e diretora Ana Roxo que estreou no espaço dos Satyros Dois, em São Paulo. Basicamente, o argumento é sobre uma empresa especializada em fornecer amigos imaginários para pessoas solitárias. Há um foco em mulheres virtuais, e um exemplo que vêm à cabeça é a Gazira Babeli. De qualquer modo, é absolutamente incrível a semelhança da dramaturgia com o projeto LOREN, THE TEXTUAL-WOMAN, de 1997. Não há uma acusação de plágio. Há apenas o desejo de entender a sincronicidade. Nada mais. Há também o desejo de comentar o fenômeno com a diretora. Ana Roxo: você está copiando (na acepção radioamadora)? Se sim, entre em contato, por favor.

20.4.07

Endoscopia em Frutas

O conceito exposto no volante é auto-explicativo. A concepção do projeto é de José Wagner Garcia e Rejane Cantoni. A abertura é dia 24 de abril, às 19h00 no Paço das Arte, Cidade Universitária, em São Paulo.

12.4.07

Abraço Simultâneo

A CuteCircuit, empresa que agrega tecnologias trajáveis às telecomunicações, está participando da Robótica Expo com a celebrada Hug Shirt, que ganhou, da revista TIME, o prêmio de melhor invenção de 2006. Em termos gerais, trata-se de um dispositivo Bluetooth que transmite, via celulares, "abraços" para pessoas trajando uma camisa munida com sensores especiais. Seja um fashionista de última geração convertendo movimentos temporais em movimentos espaciais!

3.4.07

Cibernética e Design

Upgrade! International é uma rede internacional que promove encontros de artistas, curadores e a comunidade de novas mídias. O nó de São Paulo vai estrear com a apresentação de "Cibernética na Arte: da teoria às experimentações artísticas" da pesquisadora, artista e professora da USP, Silvia Laurentiz (a curadoria é de Martha Carrer Cruz Gabriel). A cibernética parece ser um tema mais atual do que nunca, pois, segundo a Silvia, é uma disciplina que estuda os sistemas - ou organismos - complexos e adaptativos, ou seja, mescla o reino animal e digital de forma inconsútil. O evento é imperdível e acontece no dia 18, com acesso gratuito. Aproveitando o espírito de "serviços", anunciamos que o Centro Universitário Senac está lançando mestrado em design e, em celebração, promove o 1º Seminário de Pesquisa em Design, Comunicação e Cognição, com a participação de vários cognoscenti.

30.3.07

Embate Criativo

Cassaro faz "poesia para ser carregada e exibida em dispositivos dotados de écran portáteis ou não", e seu autômato de papel-espelho é "parte integrante do projeto inclusão robótica social". Sem provocar um embate do tipo futuristas russos versus futuristas italianos, o trabalho de Casaro provoca respostas e posicionamentos locais à tendências homogeneizantes (apud Moacir dos Anjos). Atualmente, o artista está expondo na Galeria Laura Larsiaj. Há vários vídeos na Internet, inclusive o do cosplayers-transformers.
UPDATE (22:00): o vídeo do Aeromamulengo é um ticker poético. Já o vídeo dos Cosplayers é para inspiração. Ambos vistos, de confesso, a posteriori. Aqui há mais (notar o outrocicloide).

28.3.07

Rubik Espelhado

A instalação "infinito ao cubo", de Rejane Cantoni e Leonardo Crescenti, é uma quimera entre o tesseracto e a sala de espelhos dos parques de diversões (essa é a impressão ao se ler o texto do release). A proposta, segundo o mesmo texto, é criar algo "apenas matematicamente impossível". Nossa curiosidade foi despertada. A instalação ficará exposta de 1 de abril a 6 de maio, na Pinacoteca, em São Paulo.

23.3.07

Wonder Woman

Projeção de "Super X" na fachada do Itaú Cultural, na noite de 20 de março. Regina Silveira antecipou o Graffiti Research Lab!

21.3.07

Trangressão Pós-nacional

A transgressão é o outro lado da medaille d'honneur do consenso, diz o caolho escocês. Tem artistas que levam isso ao pé da letra, como o austríaco revolucionário Oliver Ressler, que enviou para a gente o pôster do projeto Holy Damn It - About the Urge of Radical Answers, uma produção em massa de convocatórias contra a Cúpula do G-8, que vai se reunir de 6 a 8 de Junho em Heiligendamm, Alemanha.

20.3.07

O Prank do Fim do Mundo


MENSAGEM AOS HOMENS DE BOA VONTADE: NÃO SE ENCLAUSUREM NOS GRILHÕES DE SEUS COMPORTAMENTOS INCONSEQÜENTES E CRIMINOSOS. SALVEM URGENTEMENTE O NOSSO PLANETA!

É com a emissão de mensagens desse porte que Fred Forest inaugura seu mais recente prank na 1º Bienal del Fin del Mundo, que compreende uma instalação no farol e um terminal disposto em uma das celas do presídio de Ushuaia, na qual os visitantes poderão consultar um site na Internet e acionar os emissores de conclamações que pouco a pouco se multiplicarão sob a abóbada celeste.

O texto conceitual do projeto, enviado por Forest ao Blog do Itaulab, começa da seguinte forma: No topo das prioridades da ecologia está a mente e a inteligência, que juntas poderão nos conscientizar dos perigos iminentes que nós mesmos criamos, de modo que possamos garantir as condições mínimas de nossa própria sobrevivência durante toda a continuidade de um tempo eterno - um tempo que poderá ter a energia positiva do mundo e uma sabedoria ancestral. O farol de Ushuaia, postado como uma sentinela, emitirá incansavelmente seus sinais do Pólo Sul para o Pólo Norte. Essa progressão ocorrerá seguindo linhas flexíveis e moveis de ondas, que se multiplicarão até o infinito e acabarão por envolver o planeta inteiro com um véu invisível. Esse véu, tecido pela expressão coletiva dos homens de boa vontade, será como a túnica leve de um xamã dotado de poderes eletrônicos. Uma túnica que a partir de agora nos protegerá das tentações mortíferas da civilização: do ruído e do furor, da poluição, da violência, da fome indigna, do terrorismo, do fanatismo de todo tipo, da predação sistemática das riquezas naturais.

O impulso de mudar o vetor de fluxos culturais, expresso no termo "do Pólo Sul ao Pólo Norte", é a epítome dos novos anseios de difusão cultural, que contrariam os atuais fluxos de informação (ver imagem abaixo). O padrão hegemônico é descrito de forma lúcida por Moacir dos Anjos no livro Local/Global: Arte em Trânsito: Outra manifestação das estruturas hierarquizadas de poder que presidem os processos de transculturação é encontrada no caráter assimétrico dos fluxos de informação mundializados, muito mais volumosos no sentido das regiões centrais para as periféricas do que na direção oposta, o que faz com que as formas culturais criadas nas regiões que possuem hegemonia do processo de globalização sejam melhor difundidas e afirmadas mundialmente do que as ressignificações que delas são feitas a partir de culturas locais e, evidentemente, do que criações somente nestas assentadas.

Conhecendo as estratégias de Forest, o tom mítico e politicamente correto do manifesto adquire estranhas conotações satíricas. É um prank de grandes dimensões, comparável ao (não confirmado) último prank de Sir John Hargrave: hackear o Super Bowl para a divulgação do livro Prank the Monkey: The ZUG Book of Pranks.


Mas as estratégias de Forest, que estão sendo desenvolvidas desde a década de 60, são mais "pé no chão", seja lá o que esse termo signifique lendo as seguintes linhas (e entrelinhas): A sentinela do fim do mundo, erguida entre o céu, o mar e a terra, lançará sua mensagem de sabedoria e de inteligência para que os homens, num último lampejo derradeiro, possam reconsiderar suas atitudes. A tecnologia - que vai deixar de ser um objeto de vigilância, opressão e morte - vai permitir que a sentinela do fim do mundo emita ondas "positivas". São ondas luminosas e sonoras que vão varrer o planeta em toda a sua extensão para iluminar as nossas mentes. Cada um poderá oferecer o seu corpo a essas ondas de fluxo benéfico conectando seu computador, qualquer que seja a posição em que se encontre em termos de latitude e longitude, seu local geográfico ou o país da Terra: Gaia, a mãe de todos nós.

O manifesto, proferido por outro que não fosse Fred Forest, soaria como uma logorréia new age. Mas dito pelo prankster gaulês argelino, é uma sátira digital que inverte a lógica de Borat, ou seja, ao invés de consumar a crítica com a ampliação do incorreto (racismo, sexismo, etc), ele a realiza com a amplificação do social e politicamente aceitável.


Lendo a primeira etapa do projeto, a sátira desvela seus contornos cínicos: um emissor de ondas curtas será instalado de modo simbólico no alto deste farol e divulgará uma mensagem gravada em várias línguas. Ou seja, a imanência da "obra" continua sendo transcendental. Na segunda etapa, será criado um site na Internet permitindo a divulgação mundial de uma mensagem ilustrada com a imagem deste farol, uma espécie de entidade mítica batizada de A Sentinela do Fim do Mundo. Por meio de uma animação gráfica superposta à foto, ondas concêntricas móveis emanarão da parte superior desta figura-tótem erguida no céu. Um botão interativo permitirá desencadear as ondas e outro inserir mensagens.

Mais uma vez, Forest se diverte e, ao mesmo tempo, combate.

19.3.07

Historiadores do Futuro

Conhecer o passado do futuro para saborear melhor o presente. É assim que resumimos o livro MediaArtHistories, editado por Oliver Grau. Um trecho do release: A arte digital progrediu a ponto de se tornar uma das mais importantes manifestações artísticas contemporâneas, a despeito de ainda não ser reconhecida por instituições tradicionais, nem suficientemente arquivada ou incluída de forma sistemática em acervos, muito menos representada por completo nos cursos de graduação de História da Arte e outras disciplinas acadêmicas. Para superar essa lacuna, o projeto reuniu autores renomados da Europa e dos EUA, como Rudolf Arnheim, Peter Weibel, W.J.T. Mitchell, Oliver Grau, Lev Manovich, Erkki Huhtamo, além de alguns representantes da Ásia e da Austrália, como Machiko Kusahara e Sean Cubitt. Obviamente, o aspecto histórico da arte tecnológica é tratada com a devida atenção. Os colaboradores traçam a evolução das chamadas artes digitais, das máquinas automáticas do século 13 islâmico, espetáculos de phantasmagoria do século 18, lanternas mágicas, até as invenções de Marcel Duchamp, a arte cinética e a Op art dos anos 1960. Uma resenha acurada do livro está sendo preparada para CIBERCULTURA.

18.3.07

Bacilos e Saúvas

Aqui vai uma paráfrase jocosa de Gaspari. MARIODEANDRADE@NET para BARBARA@UOL: os males do Brasil não são a pouca saúde e as saúvas; o grande mal é o atraso no campo das idéias. Se nem os filósofos nacionais conseguem conter suas emoções perante as barbaridades brasileiras, por que meros livres pensadores assim o fariam? Difícil mesmo é ficar calado após a leitura do texto Cultura de Bacilos, encontrado na Folha e divulgado na Internet como se fosse um “achado”. Nele, a jornalista ataca o Minc por investir em pontos de cultura relacionados ao funk, rap e hip-hop, pois isto não é “criação nossa”. O melhor seria, diz ela, investir em axé e música sertaneja, ou mesmo em divulgação de textos de Machado de Assis e Guimarães Rosa. Tupã! Livrai-nos de semelhantes mal traçadas linhas! Já é tempo de rebater visões inconsistentes de cultura, que irrompem solertes na mídia com incômoda freqüência. Há novas perspectivas, boa gente! E elas implicam em confusão! Para o seu governo, senhora, o hibridismo não é uma experiência biológica nazista; é o processo de aunar a uma cultura hegemônica as forças criativas locais e periféricas. Aliás, a própria idéia de “cultura hegemônica” cai por terra quando esta é recondicionada e injetada novamente no circuito das comunicações não apenas com uma nova roupagem, mas com um novo significado e um novo vetor. E essa é a boa nova! As novas perspectivas, senhora, enterram de vez posições puristas das quais se fundam as resistências vernaculares e as noções essencialistas de identidade! Até as famosas antinomias – popular/erudito, tradicional/moderno, local/global – empalidecem diante da proposta de uma cultura supranacional. Em resumo, senhora: criticar a McDonaldização da cultura é uma platitude tão antiga quanto pichar Yankees, go home! A onda agora, anote, é a confusão.

14.3.07

Fast Track

Os carros sempre causaram fascinação, seja ela mórbida – ballardiana (termo já localizável em dicionários ingleses) – ou estética. Neste segundo quesito, surgiram no radar de hoje dois exemplos interessantes e merecedores de postagens. O grande Olafur Eliasson (ídolo de alguns curadores e artistas brasileiros) foi comissionado para decorar o H2R, o carro da BMW movido a hidrogênio (abaixo). E o artista inglês Benedict Radcliffe realizou um carro em wireframe, uma escultura não digital, mas real.

7.3.07

Adieu

Eh bien, je suis hors de moi, dans tous les sens du terme!
Les exilés du dialogue, Jean Baudrillard, Enrique Valiente Noailles, éd. Galilée, Paris, octobre 2005
UPDATE (14:30): Sheila Leirner escreveu um comovente "necrológio". Trecho de destaque: Vou lembrar que, convidado a vir ao Brasil pela primeira vez, você entrou em meu escritório da Bienal como um leão à contragosto talvez porque a arte, sobretudo a contemporânea, nunca foi a sua "taça de chá". E mesmo assim, Jean Baudrillard, ou talvez justamente por causa disto – você foi o seu profeta!

6.3.07

Big Art

A arte, vez em quando, chega ao paroxismo no que se refere à intervenção ambiental. O novo queridinho de Hans-Ulrich Orbist (ver Artforum de janeiro), o artista chinês Xu Zhen, literalmente serrou 1,86 metros do topo do monte Everest para a Trienal de Yokohama. E Bernd Hopfengärtner resolveu fazer um crop circle no formato de um semacode com a mensagem: “Hello, world!”. Estaria ele preparando o terreno para o Ziggy Stardust?

2.3.07

Stranger Than Fiction

Quando a Nissan ingressou no metaverso, todos ficaram impressionados com aquele car-dispenser...
Agora, se você comprar um Volkswagen na montadora de Wolfsburg, Alemanha, vai ter a mesma experiência.